Galeria
Descrição
Esta habitação pensada para um casal encontra-se localizada numa zona residencial que se desenvolve sobre uma encosta suave da zona Norte de Tóquio. O local encontra-se localizado no topo de uma colina, estando o lote ligado ao resto da malha urbana por uma passagem estreita. Embora o sítio transmita uma sensação de opressão sombria, derivada do facto do lote se encontrar completamente envolto pelas construções adjacentes, este conjunto de características aparentemente negativas foi encarado como um meio para preservar a casa do exterior, isolando-a das agressões da cidade. Nestas circunstâncias e de uma forma similar ao processo de crescimento das árvores nas florestas, o melhor sentido para estender o volume do edifício foi o eixo vertical, em oposição ao eixo horizontal.
A Geometria Cartesiana, tipicamente aplicada à arquitectura, com as suas inegáveis vantagens em termos de expansão repetitiva numa dada orientação fixa, não se constituía como o melhor sistema para aplicar nesta localização. Em vez de utilizar estas regras geométricas mais comuns e de forma a manter o subtil equilíbrio das relações do situ com a sua envolvente, o estúdio Mount Fuji Architects decidiu implementar uma solução baseada no Sistema de Coordenadas Polares, que descreve a localização de um elemento mediante a distância e o ângulo em relação ao centro do local. Com este sistema, concebeu-se uma superfície curva hiperbólica / parabólica que dá entrada para o terraço da cobertura, ao mesmo tempo que funciona como um elemento de clarabóia elevada, trazendo luz e proporcionado vistas para e a estufa de uma casa vizinha o único troço de céu aberto visível neste lote, na direcção Este.
O centro das coordenadas polares foi condensado com 32 peças estruturais LVL, formando um amplo pilar central com um diâmetro aproximado de 1.1m. O interior da habitação foi dividido em quatro áreas, de forma similar à divisão tradicional das casas japonesas. Elementos estruturais, elevando-se em espiral, produzem variações na altura do tecto, ajudando a definir o carácter de cada uma das zonas. O piso térreo foi igualmente definido com pavimentos diferenciados em torno do pilar central, de acordo com cada uma das divisões, salvaguardando-se as diferenças de cotas originadas pelas condições topográficas existentes. Esta casa, sendo o resultado directo das regras estritas da geometria, conseguiu de alguma forma alcançar uma atmosfera diferente de qualquer outra obtida num espaço artificial, assemelhando-se à estrutura radial e orgânica de uma grande árvore.
Biografia
Mao Harada nasceu em 1976 em Sagamihara, no Japão. Em 1999, concluiu o Bacharelato em Arquitectura pelo Instituto de Tecnologia de Shibaura, em Tóquio. Entre 2000 e 2003, trabalhou num escritório editorial e num atelier de arquitectura e urbanismo. Em 2004, fundou o seu próprio estúdio, Mount Fuji Architects Studio.
Masahiro Harada nasceu em 1973 em Yaidu, no Japão. Em 1997 concluiu o seu Mestrado em Arquitectura pelo Instituto de Tecnologia de Shibaura, em Tóquio. Entre 1997 e 2000, trabalhou como arquitecta para Kengo Kuma.
Entre 2001 e 2002, Masahiro, patrocinada pelo Programa Governamental Japonês de Bolsas, trabalhou como arquitecta bolseira, no estúdio de Jose Antonio Martinez Lapena e Elias Torres, em Barcelona. Em 2003 começou a trabalhar para Arata Isozaki como coordenadora de projectos. Em 2004, fundou o seu próprio estúdio, Mount Fuji Architects Studio.
Entre 2005 e 2006, Masahiro foi professora convidada na Universidade de Keio, no COE – Centro para a Excelência. Em 2007 foi professora convidada na Universidade de Shibaura e na Universidade de Keio. Em 2008, tornou-se professora associada na Universidade de Shibaura.
Ficha Técnica
autor
Mount Fuji Architects Studio
http://www14.plala.or.jp/mfas/fuji.htm |
projecto
Tree House
localização
Tóquio | Japão
promotor
privado
data
2009
copyrights
fotografia: © Ken'ichi Suzuki

